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Mostrando postagens com o rótulo Inteligência Artificial

Do Human-in-the-Loop à Governance by Design: Como controlar a autonomia dos agentes num Intelligent Project Management Information System

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Nos artigos anteriores desta série tenho vindo a explorar a pergunta: quanto controlo humano devemos manter quando os agentes de Inteligência Artificial deixam apenas de recomendar e começam efetivamente a agir? Esta questão central que tem de ser respondida para compreendermos como irão evoluir os Intelligent Project Management Information Systems.

Quem governa os agentes quando o PMIS começa a agir? Da supervisão humana à arquitetura de controlo do Intelligent PMIS

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No artigo anterior desta série abordei uma questão que considero central na evolução dos sistemas de gestão de projetos suportados por Inteligência Artificial: à medida que os sistemas ganham maior autonomia, onde deve permanecer o controlo humano? A resposta não pode limitar-se à ideia aparentemente tranquilizadora de colocar um humano a aprovar tudo aquilo que a IA faz. Num sistema com um ou dois assistentes de IA, essa abordagem pode parecer viável. Conforme o que tentei explicar no meu artigo anterior, num futuro Intelligent PMIS composto por múltiplos agentes especializados (planeamento, risco, custos, recursos, qualidade, aquisições ou stakeholders) a ideia de ter um humano a aprovar tudo o que a IA faz é, não só ineficaz, como claramente incapaz de manter um controlo efetivo e consistente. Num Intelligent PMIS de múltiplos agentes já não estamos apenas a perguntar: «O que consegue fazer um agente?”. Num Intelligent PMIS essa pergunta desmultiplica-se e passamos a ter de pergun...

Human-in-the-Loop não é ter alguém a carregar no botão “Approve”

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Durante os últimos meses tenho escrito bastante sobre a utilização de Inteligência Artificial na gestão de projetos e, mais recentemente, sobre a possibilidade de evoluirmos dos atuais sistemas de informação de gestão de projetos para aquilo a que tenho chamado um Intelligent PMIS . A ideia, de forma simplificada, é construir progressivamente um ecossistema em que diferentes agentes especializados possam analisar riscos, acompanhar o planeamento, recuperar lições aprendidas, consolidar informação, identificar alterações relevantes e apoiar o Gestor de Projeto na tomada de decisão.

Se a IA fizer o trabalho dos Gestores de Projeto Juniores, como iremos formar os Gestores de Projeto experientes?

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Irá a IA substituir o Gestor de Projetos ? Esta é uma discussão recorrente quando se fala do impacto da inteligência artificial na gestão de projeto. Apesar disso não me parece que essa seja, neste momento, a pergunta mais interessante. A investigação recente aponta sobretudo para uma transformação da função do gestor de projeto, a IA começa a assumir tarefas relacionadas com reporting, análise de informação, documentação, planeamento, identificação de riscos e preparação de decisões, enquanto competências como julgamento, pensamento crítico, liderança, negociação e gestão de stakeholders continuam fortemente dependentes da intervenção humana. A conclusão mais frequente, e já escrevi sobre isso, parece, portanto, relativamente tranquilizadora: a IA não substituirá o Gestor de Projeto; irá libertá-lo de muitas tarefas administrativas e permitir-lhe concentrar-se nas atividades de maior valor. Esse raciocínio parece-me válido, mas quando pensamos um pouco melhor nas premissas que lhe...

Do Guia à Inteligência: a Evolução do PMBOK e o Futuro da Gestão de Projetos

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Porque o verdadeiro valor do PMBOK não está em ser seguido como metodologia, mas em servir de base para abordagens adaptadas, maduras e, cada vez mais, inteligentes. Durante muitos anos, o PMBOK foi visto por muitos gestores de projeto como uma espécie de manual oficial da profissão. Para quem estava a aprender gestão de projetos, essa perceção era compreensível. O guia oferecia uma estrutura clara, organizada, previsível e relativamente fácil de ensinar. Havia grupos de processos, áreas de conhecimento, entradas, ferramentas, técnicas e resultados. Havia uma lógica sequencial que, mesmo não correspondendo sempre à realidade dos projetos, ajudava a compreender a disciplina. Contudo, usar o PMBOK como ferramenta de aprendizagem é bastante diferente de usar o PMBOK como metodologia de gestão de projetos, e essa diferença nem sempre foi bem compreendida.

Do PMIS ao SIEP: Sistema Inteligente de Execução de Projetos

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Durante décadas, os PMIS foram apresentados como sistemas de suporte à gestão de projetos. Na prática, em muitas organizações, nunca passaram de uma combinação incompleta de repositórios, dashboards, folhas Excel, apresentações de reporting e práticas administrativas mais ou menos normalizadas. A designação PMIS ( Project Management Information System )  sempre sugeriu uma ambição maior: criar um sistema capaz de organizar, integrar e disponibilizar a informação necessária à gestão eficaz dos projetos. Mas essa ambição raramente se concretizou plenamente.