Quem governa os agentes quando o PMIS começa a agir? Da supervisão humana à arquitetura de controlo do Intelligent PMIS
No artigo anterior desta série abordei uma questão que considero central na evolução dos sistemas de gestão de projetos suportados por Inteligência Artificial: à medida que os sistemas ganham maior autonomia, onde deve permanecer o controlo humano? A resposta não pode limitar-se à ideia aparentemente tranquilizadora de colocar um humano a aprovar tudo aquilo que a IA faz. Num sistema com um ou dois assistentes de IA, essa abordagem pode parecer viável. Conforme o que tentei explicar no meu artigo anterior, num futuro Intelligent PMIS composto por múltiplos agentes especializados (planeamento, risco, custos, recursos, qualidade, aquisições ou stakeholders) a ideia de ter um humano a aprovar tudo o que a IA faz é, não só ineficaz, como claramente incapaz de manter um controlo efetivo e consistente. Num Intelligent PMIS de múltiplos agentes já não estamos apenas a perguntar: «O que consegue fazer um agente?”. Num Intelligent PMIS essa pergunta desmultiplica-se e passamos a ter de pergun...